Água resolvida e acabar os trabalhos do curso

Publicado em 3 de novembro de 2026 às 20:37

As coisas por aqui mudaram, para melhor. E sim, estou a referir-me à água.

A bomba nova chegou e foi instalada ali na casa do poço — a estrutura de apoio construída ainda no tempo do anterior dono, que tem cerca de dois metros de altura e serve para lhe dar proteção. A antiga bomba balão, que ainda estava aparafusada ao chão após anos naquele local, foi finalmente removida. Há que guardá-la, afinal é uma antiguidade e nunca se sabe.

Entretanto, foi detetada a fuga de água: fica entre a válvula que está no exterior da casa, mesmo atrás da minha cama e a casa do poço. As ligações antigas ao contador foram desativadas. Se havia alguma fuga naqueles velhos canos, o problema ficou resolvido, pois agora estão enterrados e vazios. A partir da casa do poço, a rede estende-se para a casa, para o canil e para a boxe do cavalo, que tem bebedouro automático.

Como já não havia verba para comprar o novo troço e o resto do material em falta, e sabendo que o sistema perde água em grande quantidade quando está ligado, entrámos num registo temporário: liga-se para usar e desliga-se de seguida. Na primeira noite, ficou ligado e gastou litros e litros de água. A bomba cheia só aguentava dois minutos parada, tal era a perda — invisível — de água. O problema está identificado e sabemos como resolver. Em breve a obra fica concluída e deixará de ser necessário andar a ligar e a desligar o motor. Assunto arrumado e praticamente resolvido!

Logo após a resolução deste problema, dediquei-me a 100% aos trabalhos que me faltavam para a faculdade. Eram duas disciplinas: Storytelling Interativo e Storytelling e Jornalismo.

Comecei pelo interativo. Eu queria enviar o texto do "#01 O Garanhão Engatatão", mas o professor leu os meus contos e escolheu o último, o "#06 Histórias do Prédio Amarelo". Não era preciso criar cenários interativos para os andares todos, mas acabei por criar para vários locais. Depois entrou em ação o meu "eu developer" e fiz até uma pequena base de dados em Access para registar objetos, cenários, frações, decorações, toques, etc. Foram dias e noites de roda daquilo.

Terminado esse projeto, passei para a reportagem narrativa. Já tinha escolhido o tema e, apesar de só ter de o entregar no final de novembro, agarrei-me ao trabalho com unhas e dentes e já o enviei. Abandonei esse "bebé" há escassos minutos. Não lhe quero voltar a pegar, senão é só mais um "isto" e um "aquilo". É tempo de repousar e seguir em frente. Ficou enorme: quase 25.000 caracteres de reportagem narrativa!

Gostei muito de a escrever, de validar os dados, pesquisar e fazer a entrevista, mas fiquei com uma sensação estranha com a própria história. Fiquei com a perceção de que, às vezes, passa metaforicamente um camião por cima de uma mãe e ela pode escolher: ou fica esparramada no chão, ou se levanta e segue em frente. Que foi o caso.
Pesado, mas verdadeiro.
Quanto à pós graduação, acabou no final de outubro, falta apenas uma aula online que foi adiada e no meu caso receber as notas, mas sinceramente APRENDI e APRENDI e APRENDI e melhorou mesmo muito a minha escrita. Implementar os cinco sentidos, os arcos da história, isto e aquilo, até em coisas que eu obviamente não quero fazer no futuro, tipo fazer um filme, deu-me bases para muita coisa. Parece que foi há muito tempo aquele dia em que não me quis meter no autocarro e fui a pé do entreposto à faculdade, cheguei lá quase a cair para o lado, no meu antigamente, antes da reforma fazia aquele percurso 2 a 4 vezes por dia sem problemas. Nesse dia tive a comprovação de que já a minha passada já não era a mesma de antes, mas não desisti, agarrei o curso e sinceramente correu muito bem. Notas não me interessavam, nem me lembrei que as haveria, encarei como as ações de formação no emprego, por exemplo quando irei a de TCP/IP e consegui espremer o formador a ponto de lhe sacar informação que me permitiu meter toda a empresa de mobiliário onde estava na altura, de norte a sul do país, a comunicar por uma app de mensagens e como toda a gente aderiu. E é para isso que os cursos servem, não para ter títulos, mas para aprender e implementar o que se aprende. O resto para mim, reformada e a viver isolada no meio de animais e plantas, não terá grande utilidade, mas o conhecimento foi extremamente importante.

Fiquem bem,
Carla

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