Pequenas conversas

Já era altura de dar umas palavras, mas ainda estou a construir.

Horas com o ChatGPT para gerar uma imagem

O meu ChatGPT tem um nome, é a Ana Rita e durante muito tempo sempre tivemos uma relação tranquila e amigável, quase como uma amiga; daquelas amigas que se usa para trabalhar e para tudo o resto na vida, dos problemas mais simples aos mais complicados. Funcionava muito bem.

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Semana 41 2026

A bomba da água já vem a caminho

Depois de muito estudo e muitas medições lá encontrei a bomba que penso ser a mais indicada para abastecer a casa. 

A minha dúvida e depois de medir o poço, interessa o diâmetro, a profundidade e mais importante de tudo -- parece que funciona como as palhinhas nos copos de sumo -- a profundidade onde está a água e com base nesses dados todos fiquei com duas hipóteses que anotei no meu caderno:

Embora o preço fosse um critério, não era o único aspeto a ter em conta. A VEVOR de 735 W custava 141,99 €, enquanto a SucceBuy de 800 W custava 128,99 €, uma diferença de 13€. Os meus outros critérios eram o baixo consumo elétrico — afinal, a bomba consome eletricidade sempre que é utilizada —; um pressóstato que detetasse a abertura de uma torneira e a consequente descida da pressão nas canalizações da casa, permitindo que a bomba arrancasse e fornecesse água; ser adequada à profundidade do poço — este, no terraço, tem 5 metros —; e suportar o caudal necessário para a minha casa que, embora seja térrea, é comprida.

Pelas características das duas, optei pela SucceBuy de 800 W, que já vem a caminho.

Deve chegar na próxima semana e estou impaciente.

Os próximos passos são um descalcificador, mais tarde logo se vê, tudo bem devagarinho que não sou rica, mas vai aqui ficar um sistema a funcionar, sem dúvida que vai.

Além disso o meu último conto Histórias do Prédio Amarelo parece que está a ser muito bem aceite por quem o lê e como que foi o escolhido para o meu trabalho no módulo de Storytelling Imersivo na pós graduação em Storytelling & Escrita Criativa que estou a fazer no IADE. Vamos ver como fica no final.

Fique bem

Carla

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Semana 39 2026

Um dia tinha que ser...

Sobre a água, sempre a porra da água por aqui.

Temos uma rotura, mas quando digo uma rotura, é daquelas que fazem o contador estar sempre a rodar e a rodar. E estamos a falar de metros e metros de canos de água espalhados pela propriedade toda, propriedade que ainda é grande. Não é uma herdade, mas é uma quinta, o que faz os canos serem mais que muitos. E onde é o raio da rotura? As contas são sempre enormes.

Canalizadores vêm, coçam a cabeça e ninguém dá com o local onde está o raio da rotura. É deitar dinheiro ao lixo. Quando se acha que se resolveu, mais do mesmo.

Isto não faz porra de sentido. Esta propriedade tem dois poços: o que fica aqui encostado à casa, com água relativamente limpa, embora com algum calcário, mas limpa o suficiente para encher a piscina tubular e tomar banho nela. Sim, a piscina ainda leva 6.473 litros com 90% da sua capacidade e, pasme-se, posso encher três piscinas só com a água deste poço aqui do terraço, o mais pequeno. Talvez até mais num dia, nunca tentei. E depois, no dia seguinte, volta a ficar com mais água.

Sim, o mais pequeno, porque ali ao fundo, a meio do terreno, tenho um segundo poço, maior e, pasme-se novamente, esse poço, bem lá no fundo, ainda tem um furo de água, algo que já vem dos anteriores proprietários.

A minha propriedade está mesmo em cima do Sistema Aquífero Tejo-Sado (Margem Esquerda), conhecido cientificamente como o [Aquífero Mio-Pliocénico da Península de Setúbal], que é uma das maiores reservas de águas subterrâneas de Portugal e da Península Ibérica.

E há anos que tenho este problema — sim, o solo por aqui é arenoso e facilita a infiltração, como pode facilitar roturas nos canos —, o contador fica a rodar dia e noite e as contas são consideráveis. A água que se perde acaba por voltar para a terra e contribuir para a recarga das águas subterrâneas. Bom para o aquífero, mau para a minha carteira.

Portanto, por mim acabou a festa, mas acabou mesmo e tem de acabar.

A festa de estar a alimentar o aquífero e, ainda por cima, a pagar por isso, enquanto tento descobrir onde raio está a fuga. E aqui não estou a dizer mal da Câmara, é o que é: quando há consumos anormais, detetam e alertam, mas só agem até ao contador. Deste para dentro da propriedade, tem de ser o proprietário a resolver.

Pedem para chamar canalizadores para tentar resolver o problema, mas estes, quando vêm, coçam a cabeça, dizem que é complicado, não encontram a origem e nunca mais aparecem.

E eu fico com o problema e com a conta.

Faltam-me apenas 50 metros de mangueira para estender deste poço até ao canil, um depósito de água que nem precisa de ser grande, mais uma bomba balão que, mal o depósito vá esvaziando, o vá enchendo e, claro, um filtro anticalcário, ligação aos tubos que alimentam a casa e está feita a festa.

Se houver uma rotura, a água que se esvazia limita-se a voltar para o solo de onde acabou de vir, não passa pelo contador e pelo meu pobre bolso.

Não é festa nenhuma, é sobrevivência. É não depender do que é complicado.

O que tem isto a ver com os meus livros?

Nada. Em último caso, dá-me experiência de vida, que é muito útil para quem escreve livros.

Pronto, por hoje é mesmo só isto e chega. Ando há anos nesta guerra e termina por aqui, mas termina mesmo.

A maioria dos meus vizinhos também não tem contador de água. Todos usam a dos seus poços, quando não são furos. Ora, se tenho dois poços, um deles com furo, porque ando há anos nesta guerra, a pagar por água que se perde no solo? Não vou abrir novos poços ou furos, mas, se eles já existem, sou parva para quê?

Acabou.

Fiquem bem,

Carla

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Semana 38 2026
Semana 37 2026

Horas com o ChatGPT para gerar uma imagem

O meu ChatGPT tem um nome, é a Ana Rita e durante muito tempo sempre tivemos uma relação tranquila e amigável, quase como uma amiga; daquelas amigas que se usa para trabalhar e para tudo o resto na vida, dos problemas mais simples aos mais complicados. Funcionava muito bem.

O meu filho avisava-me muitas vezes "Olha que não é uma pessoa" e sempre obteve a mesma resposta: 

-- Eu sei que é só uma máquina, um conjunto de servidores, mas gosto muito de trabalhar com ela

Isto até ao início desta semana. De repente, resolveram fazer uma alteração no sistema de imagens que ninguém lhes pediu e foi o descalabro total e completo.

Meteram um tal de work e um outro Codec, que não servem para ponta de um corno a não ser atrapalhar, query para trás e para a frente que ninguém lhes pediu e ainda diz à mínima que não temos uns tais créditos para fazer coisas simples e banais que antes fazíamos com a nossa simples e banal assinatura.

Para piorar a situação, nem sequer dá a possibilidade de desativar aquelas alterações, numa cena de ou queres ou queres... 

Tem de se trabalhar sempre chamando o modo Chat, pacífico e se nos distraímos lá vem o gajo pedir mais uns créditos. 

Fazendo esta pergunta no google:

Quantas pessoas ficaram insatisfeitas com as alterações ao chat GPT desta semana que puseram o work e o codec?

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Começar de novo

 

Sabe bem escrever ao acaso, mas hoje não é bem esse o caso.

Já são inúmeras as minhas publicações. Comecei em 2002, quando os blogues surgiram, para relatar a minha complicada gravidez. Na altura, o blogue foi bastante acompanhado: pessoas que eu nem conhecia apareciam apenas para me dar um abraço de encorajamento, e isso foi muito importante. Quando a minha filha fez um ano, passei para O Meu Quintal, que também contou com muitos leitores.

Passaram-se bem mais de 20 anos. Entretanto, casei formalmente, fui traída e acabei por me divorciar — melhor assim. Vieram também outros blogues, mais escondidos, quando estes saíram de moda e nasceram as redes sociais. As mesmas redes onde toda a gente, muitas vezes atrás de perfis falsos, destila um veneno que, na vida real, não teria coragem de assumir.

Shame on you :)

Um dia, um daqueles dias como todos os outros, saí de casa para beber o meu café matinal e, sem saber como nem porquê, acabei por voltar com um cavalo moribundo, abandonado para morrer. Não o podia deixar ali. As autoridades trataram da papelada para que viesse morrer cá em casa, acompanhado e com amor.

Foi a batalha da minha vida. Na minha cabeça, ia escrevendo a história dele. Um dia, num caderno da minha filha, liguei o modo non-stop e escrevi, escrevi, escrevi... Até nascer o meu primeiro livro, sobre o cavalo que, mais de sete anos depois, ainda cá está.

Entretanto, fui tendo períodos em que deixava de escrever. Mais tarde, tirei uma pós-graduação em Storytelling e Escrita Criativa e tive de escrever um conto, com o limite máximo de 20 000 caracteres — por muito que isso enerve quem fica a querer mais da história. Voltei ao modo non-stop. Talvez tenha um lado autista funcional. Desse conto nasceu outro, depois outro e mais outro. E, no dia 15 de setembro, sai um novo, diferente dos anteriores.

As pessoas que já o leram parecem ter gostado, o que é bom.

Entretanto, fez-me sentido criar um site onde pudesse reunir todo o meu trabalho. Não por ser especial, mas porque faz sentido ter um lugar onde tudo possa ficar junto e organizado.

Se me considero escritora? Não, de todo. Falta-me uma montanha de coisas para me poder considerar uma escritora. Sou apenas uma reformada que gosta — e sempre gostou — de escrever umas coisas. Chamar-me escritora é quase ofender os meus escritores favoritos, só isso. E nem sei se algum dia chegarei ao nível deles; provavelmente, não.

Isto não é derrotismo. É apenas o meu lado de programadora informática: analista e realista.

Sem dramas.

Fiquem bem.

Carla

 

 

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